Em Grande Sertão: Veredas, Guimarães Rosa desafia a pressa e o desapego ao nos imergir em um mundo onde o silêncio e a delicadeza são essenciais para compreender a profundidade do amor entre Riobaldo e Diadorim. Em meio à brutalidade do sertão e à dureza das travessias, o romance deles floresce como uma rosa, construída com gestos sutis, palavras não ditas e a constante presença do que é eterno, mas também efêmero. Como quem faz rosas — com cuidado e paciência — Riobaldo e Diadorim esculpem um amor que se revela nas entrelinhas, nas delicadezas que o tempo e o mundo insistem em apagar. O silêncio que cerca seus sentimentos não é vazio, mas pleno de significados, mostrando que, mesmo em meio à correria da vida e às batalhas externas, há espaço para aquilo que é puro, intenso e duradouro. Rosa nos lembra que o verdadeiro sentido das relações está na beleza de cultivar o que é precioso, mesmo que invisível aos olhos do mundo.
Direção Artística e filmagem: Rafael Costa Torres - Edição e Direção: Marina Sant'anna